segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Peixinho-do-buraco-do-diabo




O C. diabolis vive em uma caverna de pedra calcária conhecida como o Buraco do Diabo, no Estado americano de Nevada. Embora a caverna tenha uma abertura para o ar livre, a água que está dentro não se conecta com nenhuma outra fonte aquática. A 15 metros de profundidade, encontra-se a piscina na qual vivem esta espécie específica de peixes da família Cyprinodontidae. No fim dessa piscina, há uma placa de calcário de cerca de 3 m x 6 m. É a única fonte conhecida de alimento e desova destes peixes - a espécie com a menor área de distribuição geográfica do mundo. O animal também sobrevive sob condições continuamente difíceis, com temperaturas constantes de 32º C a 33º C, baixos níveis de oxigênio e mudanças esporádicas no nível de água.




Fonte: Jornal “Correio da Manhã”
             Revista “Domingo”

sábado, 8 de outubro de 2016

Ornitorrinco




O ornitorrinco vive na beira de rios, córregos e riachos na Austrália e na Ilha da Tasmânia. Locomove-se bem em terra e na água. É um ótimo nadador graças a seus pés palmados e a sua cauda em forma de remo, podendo ficar submerso por até 5 minutos. Ao entrar na água, esse curioso animal fecha os olhos e o ouvido. Sua pele espessa o protege debaixo da água.








Fonte: Jornal “Correio da Manhã”
             Revista “Domingo”


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Panda vermelho






Caracteriza-se pela cabeça redonda, focinho curto, orelhas grandes e triangulares, e cauda espessa e anelada. Tem um falso polegar, formado por uma extensão do osso sesamóide, que utiliza para arrancar folhas de bambu. De difícil classificação taxonómica, tem dentição de omnívoro, tubo digestivo de carnívoro e dieta principalmente herbívora.






Fonte: Jornal “Correio da Manhã”
             Revista “Domingo”

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Tarântula





A Kankuamomarquezi, chamada assim por García Márquez e pelo grupo indígena dos kankuamos - que habita essa zona e cuja cultura está em risco de extinção - tem um mecanismo de defesa conhecido como «pelos urticantes». Várias tarântulas americanas dispõem dessa arma de defesa, que consiste em pelos finos e farpados do abdómen que lançam nos olhos ou mucosas dos seus predadores e na pele das pessoas quando se sentem ameaçadas, provocando uma forte irritação. Esse mecanismo foi essencial para que os especialistas concluíssem que se tratava de uma espécie ainda não catalogada.




Fonte: Jornal “Correio da Manhã”
             Revista “Domingo”

sábado, 1 de outubro de 2016

Honeygides





Uma das espécies da família Indicatoridae conhecida em inglês como honeygides (“guias do mel”) ajudam os coletores da tribo moçambicana Yao e da tribo Hazda da Tanzânia a encontrar mel há várias gerações. Este caso de simbiose — relação entre dois seres vivos com vantagens para as duas partes — entre humanos e animais selvagens é bastante raro. Depois de ouvirem o chamamento, é comum as aves começarem a voar em direção ao local onde se encontra o alimento desejado: as colmeias. Os coletores devem então seguir o pássaro até que este mude o chamamento. Quando o piar muda, quer dizer que a colmeia se encontra mais perto. Os coletores procedem então à extração do mel de dentro das colmeias. Mas os “caçadores” não se podem esquecer do seu guia e, como agradecimento, devem deixar uma porção do mel que apanharam. Se não deixarem esta oferenda, da próxima vez “serão guiados até à gruta do leão”.





Fonte: Jornal “Correio da Manhã”
             Revista “Domingo”

domingo, 12 de julho de 2015

Padrão do Salado - Guimarães






Monumento histórico que é único no país, pela sua forma e pela sua arquitectura, encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910.

O Padrão do Salado foi levantado no ano 1342 pelo nosso Rei D. Afonso IV, segunda a tradição, para comemorar a participação portuguesa na Batalha do Salado travada em 1340.

O cruzeiro executado em 1342, foi oferecido por Pero Esteves, negociante vimaranense residente em Lisboa.



É um Alpendre gótico cheio de beleza, com uma abóbada de pedra, apoiada em quatro arcos em ogiva que por sua vez repousam em quatro colunas ou pedestais, lavrados e emoldurados ao gosto romanizante.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

As Rendilheiras de Vila do Conde


Monumento às Rendilheiras de Bilros Vila-Condenses, da autoria do Escultor Ilídio Fontes, mandada executar em 1993.

As Rendas de Bilros são uma forma de trabalho manual, constituído por um cruzamento sucessivo de fios, de modo a produzir um desenho. Em Portugal, a influência das rendas flamengas fez-se sentir em virtude das relações comerciais existentes entre o nosso país e ainda como consequência da pragmática de D. João V que só permitia o uso destas rendas.

Hoje em dia, esta teoria começa a ser posta em causa, defendendo muitos dos estudiosos sobre este assunto, que as rendas podem ser oriundas do oriente (India ou China), tendo entrado em Portugal via Itália.



As rendas de Bilros de Vila do Conde mantêm-se como uma importante referência cultural e identitária desta cidade, não apenas pelo valor histórico que lhe é reconhecido como por ser hoje revista e reinterpretada por diversos designers que encontram neste património uma importante fonte de inspiração.